O Executivo Municipal da Mealhada distinguiu no dia 5 de maio, numa sessão solene comemorativa do Dia do Município, 15 coletividades concelhias com a Medalha de Mérito Municipal, entre as quais a Escola Profissional Vasconcellos Lebre.
Pela primeira vez, o Município assinalou o feriado com uma sessão evocativa na qual foram distinguidas coletividades que se destacaram pela relevância da sua atividade, antiguidade ou continuidade em diversos setores, da Cultura à Educação, do Desporto ao Apoio Social e à Proteção Civil.
Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, sublinhou, na cerimónia que a homenagem “é entidades privadas, mas cujo trabalho é claramente de interesse público no município e fora dele”.
Foram três as entidades homenageadas na área Social: o Centro de Assistência Paroquial de Pampilhosa, a Santa Casa da Misericórdia da Mealhada e a Casa do Povo da Vacariça.
No setor do Desporto, os eleitos foram o Hóquei Clube da Mealhada, o Grupo Desportivo do Luso, o Futebol Clube da Pampilhosa e o Grupo Desportivo da Mealhada. Na Cultura, receberam a distinção o GEDEPA – Grupo Etnográfico de Defesa do Património e Ambiente da Região de Pampilhosa, a Filarmónica Lyra Barcoucense 10 D'Agosto, a Filarmónica Pampilhosense, o Rancho Folclórico e Etnográfico de São João de Casal Comba e o Grupo Regional da Pampilhosa do Botão.
Na área da Proteção Civil, foram galardoadas as duas corporações de bombeiros do concelho, Mealhada e Pampilhosa, e no setor da Educação foi distinguida a Escola Profissional Vasconcellos Lebre.
A sessão contou ainda com a intervenção da Professora Doura Maria Alegria que recordou a origem religiosa deste feriado, que comemora a Ascensão de Jesus aos céus, neste caso com no ponto mais alto, o monte do Buçaco, com a tradicional romaria.
À sessão, que decorreu no edifício dos Paços do Concelho, seguiu-se a plantação de uma árvore na Mata Nacional do Buçaco, um gesto simbólico, que traduz a preocupação com a replantação daquela Mata. O gesto foi acompanhado de um outro que foi o anúncio, por parte do presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro, do fim da edição massiva impressa do Boletim Municipal, que, até final do mandato, irá evitar o abate de cerca de 70 árvores. Acresce a este benefício ambiental um outro, de ordem financeira, que é o da poupança de cerca de três mil euros anuais.
Na opinião de Rui Marqueiro, “muito mais do que poupar 70 árvores até ao final do presente mandato autárquico, o que o Município pretende, com esta decisão que reputa desde logo de pedagógica, é dar um sinal claro de preocupação pela defesa da floresta e do meio ambiente, sensibilizar os portugueses para a necessidade de prosseguir boas práticas ambientais e lançar o repto a todos os autarcas para, também eles, tomarem semelhante medida - aqueles que ainda a não tomaram, obviamente - e/ou outras do género”.
O fim da edição em papel do Boletim Municipal da Mealhada, que passará a ser distribuído em todas as plataformas online da Câmara e por e-mail, mereceu rasgados elogios da parte da QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza. O presidente daquela que é a maior organização ambiental portuguesa, João Branco, diz que não podia deixar de apoiar a decisão do Executivo mealhadense. “Tudo o que sejam medidas conducentes à redução do consumo de recursos - neste caso, madeira, energia, água e produtos químicos -, é bem-vindo e deve ser enaltecido”, afirma o líder da Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA).
“Exorto, por isso, os responsáveis pelos restantes [308] municípios portugueses a seguirem o bom exemplo da Mealhada. Se todos fizessem o mesmo, seria uma excelente notícia para a floresta portuguesa”, afirmou o presidente da QUERCUS.
Recorde-se que se todos os municípios portugueses poupassem 70 árvores com o fim da edição em papel dos seus boletins informativos, isso representaria, até ao final do atual mandato autárquico, uma poupança de 21.560 árvores.
A Escola Profissional Vasconcellos Lebre, da Mealhada, através do seu Centro de Formação Profissional, informa que estão abertas as candidaturas para o Cheque-Formação e que presta apoio gratuito na elaboração das candidaturas (desde que os cheques formação sejam utilizados em cursos promovidos pela escola). A EPVL está acreditada pela DGERT como entidade formadora e tem uma elevada experiência e know-how na organização e realização de ações de formação.
Os ‘Cheques de Formação’ são uma medida destinada a empresas, empregados e desempregados, promovida pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e que tem como objectivo reforçar as qualificações dos trabalhadores através da concessão de um apoio financeiro correspondente a 90% do valor total da formação, com um máximo de 175€ (por trabalhador) e a cursos com duração máxima de 50 horas (por trabalhador).
A medida cheque-formação, que tem como objetivo facilitar o acesso individual dos trabalhadores à formação, foi publicada em Diário da República no dia 3 agosto e entrou em vigor a 5 deste mês. A iniciativa terá um custo total de 67 milhões de euros até 2020, dos quais 60 milhões serão financiados pelo Orçamento do Estado e sete milhões serão providos pelo novo quadro comunitário de apoio.
O cheque-formação acaba por seu um apoio financeiro concedido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) às empresas, aos trabalhadores e aos desempregados que frequentem ações de formação ajustadas às necessidades profissionais e do mercado de trabalho. Visando “reforçar a qualificação e empregabilidade”, melhorando a produtividade e competitividade das empresas, através da aposta na qualificação profissional dos seus trabalhadores.
A iniciativa tem como objetivos, entre outros, “potenciar a procura de formação por parte dos ativos empregados e desempregados” e promover “o ajustamento entre a oferta e a procura” de ações formativas. Cabe ao IEFP definir anualmente as áreas de formação prioritárias “em função das dinâmicas do mercado de emprego”.
Podem beneficiar do cheque-formação os ativos empregados, independentemente do nível de qualificação, e os desempregados inscritos no IEFP, que tenham uma qualificação entre os níveis 3 e 6 (ensino secundário e licenciatura) há, pelo menos, 90 dias consecutivos.
O apoio a atribuir considera o limite de 50 horas de formação no período de dois anos e um valor de 4 euros por hora, com um montante máximo de 175 euros por trabalhador, sendo o financiamento correspondente a 90% do total da formação.
A EPVL presta, então, apoio e formação no âmbito desta medida, estando disponível para esclarecer todas as dúvidas e reunir com os empresários que se mostrem interessados, bastando para isso contactarem a escola através do telefone: 231 209 920 ou do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..
Futuros cozinheiros embrenham-se nos mistérios dos cogumelos
Os alunos da Escola Profissional Vasconcellos Lebre do terceiro ano do curso de Técnico de Restauração na variante Cozinha Pastelaria realizaram no dia 7 de novembro uma visita de campo na Serra do Bussaco e no concelho de Penacova para descobrirem os mistérios associados ao uso gastronómico de cogumelos. Os alunos, que frequentam o último ano do curso, foram acompanhados pela coordenadora do curso, a chef Susana Oliveira, pela orientadora educativa Paula Martins, pela professora Cristina Simões e os professores da área técnica, os chefs Luís Lavrador e Vítor Almeida.
Apesar de ser sábado, começou logo pela manhã a visita pela Serra do Bussaco, em passeio, para apanha e reconhecimento de cogumelos comestíveis, assim como para absorção de explicações sobre as características físicas e organoléticas dos mesmos. As explicações foram dadas pelo Eng. Ricardo Torres, reputado especialista na matéria.
Pela hora de almoço os alunos da EPVL estiveram na cantina municipal de Penacova, no parque industrial de Espinheira, onde, orientados pelos professores da área técnica, confeccionaram os cogumelos colhidos durante a manhã.
Depois de almoço rumaram aos arredores da vila de Penacova, onde visitaram uma produção de cogumelos, com o proprietário, André Amaro, a fazer uma apresentação e explicação sobre a produção de cogumelos shiitake.
Ao final da tarde foram visitar a empresa Terraplanta uma produção de ervas aromáticas, propriedade de Maria Preciosa Oliveira, onde puderam interagir e provar ervas e frutos e ouvir explicação detalhada por parte da proprietária.
Alunos de Design Gráfico estreiam programa de visitas de estudo da EPVL
A primeira visita de estudo da turma do primeiro ano do curso profissional técnico de Design Gráfico realizou-se no dia 8 de outubro, ao Mosteiro da Batalha e à exposição Lisboa Design Show15, no pavilhão da antiga FIL, no Parque das Nações, no âmbito das disciplinas da área técnica e também da disciplina de História da Cultura e das Artes.
Conhecer e promover o património nacional e caracterizar o gótico nacional foram os objetivos da visita ao mosteiro da Batalha. Já o Lisboa Design Show 15 é uma mostra de design e designers em todas as suas formas de expressão: Produto de Equipamento, Gráfico, Moda e Interiores, etc.
A participação da turma foi bastante satisfatória, pela sua concentração e interesse demonstrado, que reflete uma atitude de "profissionalismo" que procura incutir-se desde o primeiro dia de aulas.
A visita de estudo demonstrou-se muito entusiasmante e motivadora para os novos alunos que ingressaram recentemente a escola.